Dan Nakagawa – o Oposto de Dizer Adeus – lançamento

dia 28/09/2011

está dada a largada para o lançamento oficial do coletivo O OPOSTO DE DIZER ADEUS
CD, CLIPES, SHOW e BLOG

Lançamento CD Dan NakagawaLOCAL: Estudio EmmE
Ingressos: antecipado ou na hora
Preparação: dj Tutu Moraes (FESTA SANTO FORTE)

BLOG: O Oposto de Dizer Adeus

Axé.
Simbora. o cd tá show. Com Tulipa Ruiz, Pélico, Bluebell, Celso sim e muito mais.
os clipes impressionam.

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uma noite de amor

uma noite de amor mal dormida
o pressentimento de um erro contínuo.
eu filmei teu adormecer pra sonhar com tua febre.
traz nosso segredo ao cais da rua de teu povoado
aos fofoqueiros do mar
meu amante, é tudo que te peço
acorde e me beije
acorde e cante uma do chico
é tudo
a solidão é estar sem ti para me ver chorar
ao contrair os poros da pele
cheios de água de suor

ORIGINAL no Canela:

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o oposto de dizer adeus – Dan Nakagawa

Está no ar o blog coletivo do meu parceiro inenarrável Dan Nakagawa (Fotógrafos, Poetas, Escritores, Cineastas, Músicos e Muita Música).

o oposto de dizer adeus - dan nakagawa

o oposto de dizer adeus - dan nakagawa

Seus 10 clipes.

E o novo CD: o oposto de dizer adeus

Lá, eu vou ser colaborador. com muita ernegia boa e orgulho dessa nova empreitada. Parabéns Dan e todos os humanos contigo. axé.

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NÃO CONSIGO MAIS GOSTAR DELE

em breve lançamento do novo cd de Dan Nakagawa – O OPOSTO DE DIZER ADEUS
————————————————————–
não consigo gostar mais dele. parece até que a salada que ele tempera me parece muito salgada.
não consigo rezar por ele. sinto que meu carma está pesado o suficiente até para fazer nosso molho de tomate.

hoje eu saí correndo nua num campo de girassóis e machuquei minhas costas ao pular a cerca.

mas amanhã eu durmo. e vejo se sonhando, lembro de quando nos amassávamos na escada do prédio. de quando fazíamos sexo tântrico em plena luz do dia.

Bruna, louca por tua massagem
———————————
eu adoro quando discuto a distância
entre minha casa e a academia.
o poder
prazer conmigo

———————————
Post Original no CANELA CAFÉ

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Familiares no Cronópios

Abaixo, uma pequena família de poemas que foram pro famigerado Cronópios.

1.
Maria, a doida da rua, trabalhava na fila.
Chegada sua vez, vendia seu lugar e voltava.
Foi acusada de suicídio e produção viciada de senhas.


2.
Um gramofone,
nuvens
e bolo de chocolate.

foi assim:
piquenique com
meu falecido
pai.


3.
Um farelo que cai
espanta
a formiga comendo
grãos
no canto da cama.


4.
O outro lado do espelho
assusta o cão que rói tábuas
e questiona seu vício.

O outro lado da escotilha
consome e brilha límpido
apesar do corpo estendido.


5.
descubro que choro
de olhos fechados
ao morder uma cebola
como se morde uma maça.

demasiado humano.


6.
no barro
por os pés para
construir castelos
e ter o espontâneo
de pedir chuva
só pra
poder pedir
bis.


7.
fui a uma benzedeira
que me disse
o que acontece numa
biblioteca
quando Liszt
toca.


8.
No tarô de Tia Ermelinda,
Foram as sereias
que deixaram a capoeira
deitada na esquina.

Assim, um cigarro de fumo na boca do seu João no tronco de aroeira.

 

9.
Naquela noite
uma cigana tocou a linha da vida.

percebeu dunas
no limite da mente.

1.

Maria, a doida da rua, trabalhava na fila.
Chegada sua vez, vendia seu lugar e voltava.
Foi acusada de suicídio e produção viciada de senhas.

 

 

2.

Um gramofone,
nuvens
e bolo de chocolate.

foi assim:
piquenique com
meu falecido
pai.

 

3.

Um farelo que cai
espanta
a formiga comendo
grãos
no canto da cama.

 

4.

O outro lado do espelho
assusta o cão que rói tábuas
e questiona seu vício.

O outro lado da escotilha
consome e brilha límpido
apesar do corpo estendido.

 

5.

descubro que choro
de olhos fechados
ao morder uma cebola
como se morde uma maça.

demasiado humano.

 

6.

no barro
por os pés para
construir castelos
e ter o espontâneo
de pedir chuva
só pra
poder pedir
bis.

 

7.

fui a uma benzedeira
que me disse
o que acontece numa
biblioteca
quando Liszt
toca.

 

 

8.

No tarô de Tia Ermelinda,
Foram as sereias
que deixaram a capoeira
deitada na esquina.

Assim, um cigarro de fumo na boca do seu João no tronco de aroeira.

 

 

9.

Naquela noite
uma cigana tocou a linha da vida.

percebeu dunas
no limite da mente.

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Início… do Café com Canela

Eu queria
A maturidade de um cubo
de gelo

que se apaixona
pelo calor

e não larga:
derrete.

POST-ORIGINAL no CAFÉ com CANELA

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Corrente do Facebook

Acabei de fazer aquela corrente do Facebook…
A minha banda chama-se: Geography of the People’s Republic of China
O título do meu álbum: Should be Declared Brain Dead
O mais impressionante: a fotocapa do cd – Pride and Prejudice

Para quem já ouviu falar, a estamiragem vai dominar o mundo.
“em situações de tensão, os humanos estamirão” – já disse meu irmão Daniel Forte.

Grande abraço,
Otavio

Faça… se lhe agradar:
1ª PARTE – Entre nesse link (http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random )O primeiro artigo da Wikipedia aleatória que aparecer vai ser o nome da sua banda. 2ª PARTE – Após saber o nome da sua banda clique nesse link (http://www.quotationspage.com./random.php3 )As 4 ou 5 últimas palavras da última citação serão o nome do álbum da sua …banda. Se não der certo, apague o ./random.php3, dê enter e procure o link Random Quotes. 3ª PARTE – Depois entre no endereço (http://www.flickr.com/explore/interesting/7days)A terceira foto que aparecer, não importa qual seja, será a capa do álbum. 4ª PARTE – Use o photoshop ou similar, usando todas as informações para criar a capa do CD. 5ª PARTE – Faça a marcação dos seus amigos na imagem para que eles façam também a capa de seus cds.

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vejo o sol e penso em ti

em direção a tuas pegadas - Caraíva

por Marco Nalesso

corria rastejando a saia na poeira de tua rua todos os dias pela manhã. os uivos da infância. limpava tuas pegadas todo  entardecer tirando fotografias em pollaroid. todos os dias plantava as rosas roubadas que me deixava no portão. só pra ver se nasciam cravos amarelos de teus dedos. pra ver a loucura que nasce da terra ao se jogar água. lubrificar nossos entornos.

andava de bicicleta pra subir os morros da geraes. percorria nua os campos de girassóis. sonhava em te ver plantando uvas. sujando tuas mãos. enterrar os caramujos mineiros que colecionamos. pra curtirmos no paredão o assovio do mar. fazer bolha na palma de teus pés. só pra não deixar tua alma quebrar de fria. feito os ratos que correm dos cães nos sonhos de misericórdia. pra não te embriagar com monotonia. a ladainha que você conhece muito bem. só pra não enjoarmos.

mas
depois cansei. e devo dizer somente que

menti pra você.

– – – – – – –
Foto com movimento textual. Teve a proeza de contracenar esta foto de cocada com doce de leite. morno. vivo. tempestades e ventanias. uns 05 textos que mexeram com as chaves da porta do amor. Boipeba – o sumo e todo o novo.
– – – – – – –

POST-ORIGINAL no CAFÉ com CANELA

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O alfaiate e as galinhas…

por Nadja Stape

Foi super legal. A perereca saltou dentro do copo na mesa do vizinho. A filha da puta apareceu em meu horizonte e sentiu a balada. Fugiu com medo de sentir novamente. Siricuticou. Porque passou uma vontade de colocar minha cabeça, pegar uma faca, cortar meu cabelo e deixar escorrer sangue no balde. Porque cortar cabelos faz escorrer sangue a doidado. E daí fazer um amor ao molho pardo. Sentir cheiro de ferro na hora do gozo. Enfiar toda a cabeça no sangue que escorreu do escalpelamento. Pegar uma faca enferrujada, limpar, polir, esfregar, por a cabeça no balde, escorrer fios de cabelo pro sangue torto da marola. morango em tua boca. tentação de avelã.

Ver toda a família de merda reunida em uma reunião que rodopia. rodopiou tipo mestre sala. cansou de pegar e não contar os palitinhos que coleciona. mentira. a mesa da tua casa sabe disso. cambaliou. jogou com a alma. feitiço. meu irmão saiu correndo, pegou um avião, teve uma visão estratégica e inteligente, acabou metendo o avião na borracha da lapiseira. vive gorfando farrapos em direção às bestas. e coça o cotovelo. pega a cuíca. pega o balde. pega o bumbum da girafa. comprida e esguia. sangra. um quiprocó pra mim. open up your mind. A Hora, Woolf. As horas. valeu. o avião da bunda dela que não empina mais.

Caí do banco do bar. foi tipo pipa sem rabiola. rodopiou e parei de cara no chão. ralei as batatas da boca e o lóbulo da orelha. vermelha. minha frustação de não poder ter rasta. rastafari. botar todos os rios de cabelo num balde de água benta. água raz. água de cheiro. água oxigenada. andar com cabelo podre e belo pelas ruas da vida. fazer coceira em teu dorso no vai-vem do mar. andar com meu rasta oxigenado e fedendo uma sujeira encardida e masculina. fazer doin em teu dorso, bela, com meus cotovelos, a massagem que aprendi com Nora e repito. a nora do circo. e lembro que abracei o mar. abracei na lua cheia. abracei o mar e contei pra ele que quando abro minha carteira, lá mora uma foto. essa foto chora quando mudo de sentimento, quando sinto a puta gozando, quando minha filha corre pro bob marley. mostrei a foto para ele e o mar batia. a foto de nós dois jogados na cama de areia sob a toalha.

Coração leviano. o anseio de teu quente rabo. porque vocês não vão todos a merda. ela é interessante. lambuza-se. vão à merda. um isolamento de edredon. sorriu para mim. vão para o cú todos vocês. ele é interessante. muito anseio. o mais perfeito. deito com a ilusão. impugnar meu samba. as rimas que você me prometeu. no trilho da morte, pouco importa se o agrião foi cultivado no bafo, no rio ou na terra. a balada me acalma. no trilho da plenitude, pouco importa se o agrião está verde e azedo. prefira tapas estimulantes. prefira tentações do céu e da terra. vão para os cús pegar gripe. prefira isso a estas pseudofilosofias. maldição de tua vizinha, recintida com tuas camisinhas jogadas do terceiro andar. recentida com as cascas de tua laranja, descascadas a dois com a boca. com canivete bem afiado. afiado com lima da boa. boa viagem.

O Alfaiate chamou. O Moinho chorou. A mesa cantou de beira de dente. O pé de meia que fez. O beijo de canto de boca. Da próxima vez, perfídia, beije toda tua mãe com o maior tesão. ela não é a vaca que está no ponto de ônibus só e covarde. ao menos não deve ser. édipo não se importa com isso. faristeu também não.

Quase todas as galinhas escondem a face. e piscam. piscam debaixo da asa.

POST-ORIGINAL no CAFÉ com CANELA

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O começo…

o Marimbondo e a Liberdade

por Bruna Abílio

Entre para tomar um café, panhar canelas e ler. Sentir a estrela dalva, porque tua próxima liberdade está por perto. pode estar. abra os olhos para escutar a música que minhas teclas prepara e a fotografia que minha retina colhe. pra por no bolso dentro de uma caixinha de fósforos. e pegar feito chaves. abrir e exaltar o sorriso do sambista. do ser humano. do estamiro. dos caminhos de vila isabel. do tarô de tia ermelinda. viver…

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